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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Meta de superávit em 2015 deve ser de 1,2%, diz Levy

 




Alexandre Tombin Joaquim Levy e Nelson Barbosa
Estadão Conteúdo - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e os economistas Joaquim Levy e Nelson Barbosa concedem entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira
 
 

Pesquisador reproduz Arca bíblica em escala menor para testar projeto de Noé

 

    domingo, 16 de novembro de 2014

    Dilma: não concordo com teor dos atos por impeachment

     


    sábado, 15 de novembro de 2014

    Presidente Mujica diz que jamais venderá seu fusquinha azul

     




    sexta-feira, 14 de novembro de 2014

    Exclusivo: engenheiro denuncia a este blog como são tecnicamente fraudadas as nossas urnas eletrônicas

     




     
    (Foto: Agência Estado)
    (Foto: Agência Estado)
     
     

    quinta-feira, 13 de novembro de 2014

    Petrobras anuncia adiamento da publicação de balanço do terceiro trimestre

     

    Estatal diz não estar pronta para divulgar demonstrações contábeis e estima que anúncio ocorrerá no dia 12 de dezembro

    por

    
    RIO - A Petrobras decidiu adiar a divulgação de seu resultado do terceiro trimestre deste ano, que estava previsto para esta sexta-feira, dia 14. Com isso, diz uma fonte, a análise do balanço saiu da pauta da reunião do Conselho de Administração que vai acontecer nesta sexta-feira. De acordo com essa fonte, a estatal foi forçada a tomar essa decisão após a auditora das contas da companhia, a PriceWaterHouseCoopers, ter pedido para analisar os relatórios das três comissões internas que apuram os indícios de irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e nas obras do Comperj, no Rio, e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco.
     
    Imagem do edifício sede da Petrobras, no centro do Rio - Dado Galdieri / Bloomberg
    — Não vai ter balanço amanhã. A Price quer ver os relatórios das comissões internas. Essas comissões geraram relatórios de Pasadena, Comperj e Rnest. Esses relatórios já estão prontos. A Price quer se resguardar. Mas do que adianta não aprovar agora, se aprovou os trimestres anteriores. Isso não isenta de problemas (com as autoridades regulatórias) — diz essa fonte que não quis se identificar.
     
    Em comunicado à CVM, a Petrobras disse que "não arquivará junto à Comissão de Valores Mobiliários – CVM as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014 (ITR 3T14) com o relatório de revisão dos seus Auditores Externos, PricewaterhouseCoopers (PwC), no prazo previsto na Instrução CVM 480/09".
     
    OPERAÇÃO LAVA-JATO
     
    A estatal diz que, por conta das investigações da Operação Lava-Jato, e em decorrência do tempo necessário para se obter maior aprofundamento nas investigações em curso pelos escritórios contratados, vai proceder possíveis ajustes nas demonstrações contábeis com base nas denúncias e investigações relacionadas à Operaçao Lava-Jato. Diz ainda que vai avaliar a necessidade de melhorias nos controles internos. A Companhia, em nota, disse que " não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis referentes ao terceiro trimestre de 2014 nesta data".
     
    Assim, estima divulgar, no dia 12 de dezembro de 2014, informações contábeis relativas ao terceiro trimestre de 2014 ainda "não revisadas pelos Auditores Externos, refletindo a sua situação patrimonial à luz dos fatos conhecidos até essa data".
    Publicidade
     
    Em comunicado, a Petrobras disse que " está empenhada em divulgar as informações do 3º ITR revisadas pelos Auditores Externos o mais breve possível e tão logo haja uma definição sobre a data da conclusão dos trabalhos a Companhia comunicará ao mercado, com antecedência mínima de 15 dias, a data para a sua divulgação".
     
    Com isso, a Petrobras terá de pedir uma prorrogação para publicar seu balanço, já que esta sexta-feiraé o último dia estipulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a divulgação de balanços referentes aos meses de julho a setembro, lembrou essa fonte.
    Procuradas, a Petrobras e a CVM ainda não se pronunciaram.
     
    Segundo a instrução número 480 da CVM, a multa diária por atraso na publicação de balaços é de R$ 500. O prazo máximo para divulgar o dado trimestral é de 45 dias após o encerramento do trimestre.
     
    O imbróglio começou no dia 31 de outubro, durante reunião do Conselho de Administração da Petrobras. Na ocasião, de acordo com uma fonte ligada à estatal, a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) recusou-se a validar o balanço do terceiro trimestre, alegando que Sergio Machado, até então presidente da Transpetro, não poderia assinar o documento, já que seu nome foi citado por Paulo Roberto Costa ao Ministério Público em delação premiada na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.
     
    Na reunião, a demissão de Machado chegou a ser sugerida, mas um dos conselheiros colocou na mesa a ideia da licença. Por cinco votos a quatro, foi aprovada a licença de 31 dias, que foi anunciada no dia três de novembro.
     
    Segundo a fonte ligada à estatal, os auditores não quiseram validar o balanço como forma de se proteger da legislação americana, que proíbe casos de corrupção envolvendo empresas com ações listadas na Bolsa de Nova York. Pela lei americana, pessoas denunciadas por corrupção não podem assinar balanços, e, como todas as subsidiárias compõem os resultados da Petrobras, a maior empresa brasileira ficaria impedida de publicá-lo.
     
    Foi a pedido da PwC que a Petrobras contratou duas empresas independentes — a brasileira Trench, Rossi e Watanabe Advogados e a americana Gibson, Dunn & Crutcher LLP — para investigar as denúncias feitas por Costa.

    Read more: http://oglobo.globo.com/economia/petroleo-e-energia/petrobras-anuncia-adiamento-da-publicacao-de-balanco-do-terceiro-trimestre-14555084#ixzz3Izkf9saR

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    Reprodução de:
    O Globo


    quinta-feira, 6 de novembro de 2014

    Vaquinha a agente processada por juiz levanta R$ 11 mil



     Por Roberta Pennafort | Estadão Conteúdo 

    Condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais ao juiz João Carlos de Souza Correa, do Tribunal de Justiça do Rio, parado por ela numa blitz da Lei Seca no Leblon (zona sul) em fevereiro de 2011, a servidora do Detran-RJ Luciana Tamburini conseguiu arrecadar mais de R$ 11 mil numa "vaquinha" online, em menos de 24 horas.
     
    Luciana havia processado o magistrado, que dirigia uma Land Rover sem placa e sem carteira de habilitação, alegando que ele agiu com abuso de autoridade ao lhe dar voz de prisão. Mas a Justiça entendeu o contrário: que ela é quem abusou do poder conferido pelo Detran.
     
    Agente do Detran-RJ Luciana Tamburini (Foto: Fábio Motta/ Estadão Conteúdo)
    Agente do Detran-RJ Luciana Tamburini (Foto: Fábio Motta/ Estadão Conteúdo)

    A frase de Luciana "juiz não é Deus", dita ao PM chamado por Correa para levá-la a uma delegacia, foi citada na decisão do desembargador José Carlos Paes, da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, da última sexta-feira, 31. Ele considerou que a agente foi ofensiva e debochada. Para o Detran-RJ, Luciana cumpriu o papel devidamente.
     
    Correa já foi parado na blitz da Lei Seca uma outra vez e se recusou a passar pelo teste do bafômetro. Ele foi investigado pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça - o órgão não divulga detalhes porque "os processos foram arquivados" e corriam em sigilo. Nem Correa nem Paes se pronunciaram sobre o assunto, tampouco o TJ-RJ.
     
    Já fora das blitz de rua, Luciana, de 34 anos, formada em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), agora estuda direito e sonha ser delegada. Ela pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a condenação.

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    Reprodução de:
    Estadão Conteúdo

    Ipea mostra que aumentou número de miseráveis no país em 2013

    Percentual de extremamente pobres passou de 3,6% para 4%, um acréscimo de 371 mil pessoas

    por


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    A jovem Janecleide Fernandes cata sururu desde menina para sobreviver. Estudou até o quinto ano, mas mora com o filho de 3 anos numa palafita sem direito a banheiro, água encanada nem ligação oficial de luz elétrica - Hans von Manteuffel
    RIO - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) disponibilizou em seu banco de dados na internet dados que vinha mantendo sob sigilo durante as eleições e que mostram o aumento do número de miseráveis no país em 2013, pela primeira vez em dez anos. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), o instituto calculou que o número de pessoas extremamente pobres passou de 10,081 milhões, em 2012, para 10,452 milhões, em 2013, um acréscimo de 371.158 pessoas entre as pessoas com renda inferior ao mínimo necessário para garantir o consumo das necessidades calóricas. Na linha de extrema pobreza que leva em conta o percentual de brasileiros com renda inferior a R$ 70 por mês, valor adotado pelo Programa Brasil Sem Miséria, o aumento de brasileiros na extrema pobreza foi ainda maior, de 870.784 pessoas, o que elevou o percentual de miseráveis de 3,6% para 4% ou 8,05 milhões.
    Não foi o único instituto que constatou um aumento dos miseráveis no ano passado. Os pesquisadores associados do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) Andrezza Rosalém e Samuel Franco já tinham calculado um aumento do número de miseráveis 6,1% para 6,2% em todo o país no último ano. Os pesquisadores consideram miserável quem tem renda de até R$ 123, um patamar acima daquele usado pelo governo, de R$ 70, em 2013.
     
    A pedido do GLOBO, eles traçaram um perfil do miserável no país e mostraram que a piora do mercado de trabalho já pesou sobre a população mais desfavorecida. A taxa de desemprego dos mais pobres subiu de 25,5%, em 2012, para 30,4%, em 2013. Enquanto 43,8% dos trabalhadores no país são informais, entre os miseráveis essa é a regra: 96% vivem sem proteção social.
     
    A reportagem, publicada em 5 de outubro, mostrou a história de Janecleide Fernandes, de 18 anos, que, diferentemente da mãe, sabe ler e estudou até a quinta série. Isso não impediu a moradia precária no Recife. Ela mora com o filho Leonardo, de 3 anos, numa comunidade quase invisível, fincada em pleno manguezal, entre duas pontes que dão acesso aos bairros do Pina e Boa Viagem, na Zona Sul da capital.

     
    As casas têm tábuas irregulares, que margeiam becos estreitos sobre pedaços velhos de madeira, sem direito a banheiro, água encanada nem ligação oficial de luz elétrica. Para se ter acesso à comunidade, é preciso escalar uma mureta da ponte e subir uma escada enterrada entre a lama e as “ruas” de madeira que dão acesso às palafitas onde moram catadores de sururu, marisco disputado por restaurantes da capital. A casa de Janecleide tem dois pequenos cômodos, não possui latrina. Os moradores carregam baldes d’água tirada de uma mangueira comum.
     
    — Aqui é assim, cada um no seu chiqueiro. Quem tem filho, tem que ter o seu lugar para cuidar dele
     
    — diz ela, que trabalha desde os 12 anos de idade e ganha hoje menos de meio salário mínimo por mês para a família.
     
    INFLAÇÃO PESA
     
    A inflação também teve impacto sobre os mais desfavorecidos, segundo o estudo dos pesquisadores. Entre os miseráveis que trabalhavam, o salário caiu de R$ 129,7 para R$ 123,9. Nessa parcela, o orçamento das famílias era composto sobretudo por outras rendas (transferências, como Bolsa Família), e o rendimento no domicílio dividido pelos moradores era de R$ 58,5, em 2013, abaixo dos R$ 62,2, de 2012. O grupo dos 5% de brasileiros mais pobres viu sua renda encolher 11%.
     
    A pesquisadora Sonia Rocha, especialista em desigualdade e pobreza e também do Iets, foi outra que constatara a alta da miséria. Pelos cálculos da economista, houve aumento do percentual de miseráveis de 4,1%, em 2012, para 4,7% (sem o Norte rural), no ano passado, a maior alta desde 2008.
     
    Em outubro, o diretor de políticas sociais do instituto, Herton Araújo, colocou seu cargo à disposição por discordar da decisão do Ipea de não divulgar novas pesquisas enquanto durar o período eleitoral, o que foi minimizado na época pelo presidente, Sergei Soares.
     
    Procurado, o Ipea ainda ainda não informa porque os dados estão no site sem que fossem oficialmente divulgados.
     
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    Reprodução de:
    O Globo