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terça-feira, 22 de julho de 2014

Eleitor mais influente depois de Lula, Joaquim Barbosa abrirá seu voto?

 



O que fará nestas eleições o agora quase ex-juiz e ex-presidente do STF Joaquim Barbosa? Esta é uma pergunta que causa ansiedade a todos os candidatos à Presidência. Não é para menos. 26% do eleitorado afirmam em pesquisas que votariam “com certeza” em um candidato apoiado por Barbosa. Mais influente que Joaquim, somente Lula (36% dizem que escolheriam um nome apoiado pelo petista, segundo levantamento do Datafolha realizado em junho)
Foto de arquivo do Estadão Conteúdo
Quando anunciou sua aposentadoria precoce em junho (agora adiada para agosto), os três principais candidatos, Dilma, Aécio e Eduardo Campos, fizeram algum tipo de reverência a Joaquim Barbosa. Campos chegou a gravar um vídeo no mesmo dia em que o juiz anunciou seu afastamento precoce.

Como se sabe, Joaquim tem um pendor pela vida pública. É difícil imaginar que ele não vai se posicionar até outubro, quando acontece o primeiro turno das eleições.
 
Até aqui, se ele se pronunciará ou não é uma incógnita. Recentemente ele lançou uma conta no twitter (@joaquimboficial), mas suas poucas mensagens foram sobre a morte do escritor João Ubaldo, na última sexta-feira, e futebol. No dia 18 de julho, escreveu: “O Brasil amanheceu intelectual e espiritualmente mais pobre hoje em razão da morte de João Ubaldo. ‘Viva o Povo Brasileiro’, sempre!’. Antes da fatídica derrota do Brasil para a Alemanha no Mineirão, sugeriu o jogador Bernard “como arma p segundo tempo”.
 
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Reprodução de:
Blog do Rogério Jordão
 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Gaza soma mortos, apesar de apelos por trégua

 



Israel e o Hamas protagonizaram novos confrontos fatais nesta segunda-feira, após um domingo sangrento na Faixa de Gaza, e apesar dos apelos da comunidade internacional por uma trégua.
 
O Conselho de Segurança da ONU pediu no domingo "o fim imediato das hostilidades", que já deixaram 509 palestinos mortos, a maioria civis. Vinte israelenses faleceram - 18 deles soldados - desde o início do conflito, no dia 8 de julho.
 
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou em um comunicado que a operação se desenrolava conforme o planejado e inclusive superava as expectativas em relação à destruição de túneis subterrâneos do Hamas - que controla a Faixa - em direção a Israel.
 
Na manhã desta segunda-feira, 15 palestinos, nove deles de uma mesma família, perderam a vida em um ataque aéreo israelense contra sua casa em Rafah (sul da Faixa).
 
Em Khan Yunes, também no sul, foram encontrados os cadáveres de 28 pessoas sob os escombros.

No domingo, mais de 140 palestinos faleceram, a metade deles em Shejaiya, um bairro periférico do leste da cidade de Gaza (norte) que nesta segunda-feira continuava sendo atacado duramente pelo exército israelense.
 
As 67 instalações da ONU começavam a ser insuficientes para os 87.000 deslocados, e mulheres e crianças não encontravam lugar para se sentar nem mesmo nos corredores.
 
Ao sul de Israel, o exército matou mais de dez combatentes palestinos que conseguiram se infiltrar por dois túneis subterrâneos.
 
As localidades israelenses localizadas perto da Faixa de Gaza foram colocadas em estado de alerta e seus habitantes foram advertidos a não sair de suas casas.
 
Um total de 27 foguetes caíram sobre Israel sem deixar vítimas. Mais de 1.500 projéteis foram disparados a partir da Faixa de Gaza desde o início das hostilidades.
 
Na frente diplomática, o Conselho de Segurança da ONU pediu o retorno "ao acordo de cessar-fogo de novembro de 2012" entre Israel e o Hamas e convocou "o respeito às leis humanitárias internacionais, especialmente sobre a proteção de civis".
 
O presidente americano, Barack Obama, disse que enviará seu secretário de Estado, John Kerry, ao Cairo nesta segunda-feira e declarou buscar um cessar-fogo.
 
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, atualmente no Oriente Médio, denunciou a ação atroz do exército israelense em Shejaiya.
 
Ban visitará nos próximos dias Kuwait, Cairo, Jerusalém, Ramallah (Cisjordânia) e Amã.
Equipes de resgate em meio a ruínas em Gaza, em 21 de julho de 2014
Foto de Mahmud Hams/AFP

Crime contra a humanidade

O presidente palestino, Mahmud Abas, que se reuniu no domingo em Doha com Ban Ki-moon, classificou em uma mensagem televisionada o bombardeio de Shejaiya de "crime contra a humanidade", cujos autores devem ser julgados e punidos.
 
Os sindicatos e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de Abbas convocaram uma greve geral na Cisjordânia, onde durante a tarde estão previstas manifestações contra a ofensiva.
O exército israelense justificou sua ação sangrenta de domingo ao afirmar que o Hamas havia colocado civis na linha de mira ao instalar seus sítios militares.
 
Para Israel, o dia de domingo também foi sombrio: treze soldados da brigada de elite Golani morreram em combate, elevando a 18 o número de militares mortos, uma quantidade sem precedentes desde a guerra do Líbano de 2006. Também há 90 militares feridos, segundo a rádio israelense.
 
Dois civis israelenses faleceram desde o início da operação "Barreira Protetora".
 
O braço armado do Hamas afirmou no domingo ter sequestrado um soldado israelense, mas a informação foi desmentida pelo embaixador israelense da ONU, Ron Prosor.
 
Israel mobilizou 53.200 homens dos 65.000 reservistas autorizados pelo governo para a ofensiva neste pequeno território de 362 km2, onde vivem na miséria 1,8 milhão de habitantes.
 
A nova espiral de violência foi desencadeada após o sequestro e o assassinato de três estudantes israelenses em junho, atribuídos por Israel ao Hamas, seguidos pelo assassinato de um jovem palestino, queimado vivo em Jerusalém.
 
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Reprodução de:
AFP

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ananda Apple tira meias de seus pés para dar a criança com frio

A repórter do 'SPTV' Ananda Apple tirou as meias que usava durante uma gravação do telejornal da Globo para dar a uma criança com frio. A jornalista gravava uma matéria sobre alunos da rede estadual que não receberam o uniforme escolar, quando viu uma menina usando sandálias no frio.
Ananda Apple se solidarizou com uma menina com frio (Reprodução/ Globo)
 Ananda vestiu suas meias na menina e a cena foi ao ar durante a matéria do 'SPTV'. "Tem mãe que não consegue comprar a roupa de frio, é muito caro. O uniforme protege contra o frio. Hoje cedo a gente viu chegar aqui às 6h, estava 12, 13 graus, uma menina só de sandália. Cheguei a dar minha própria meia para ela porque eu tenho duas menininhas, sei o que é isso", disse a repórter.

A jornalista também reclamou da irresponsabilidade do poder público: "Não dá para acontecer esse tipo de coisa. É uma questão de respeito. Como é que você espera que uma criança aprenda passando frio na sala de aula? A mãe não tem da onde tirar. É uma questão de respeito do poder público com essas crianças", disse ela com a voz embargada.

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Reprodução de:
Yahoo!
 
 
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ensina, Alemanha! Brasil tem aula de futebol no Mineirão e fica fora da final


EFE

Douglas Rocha.

Belo Horizonte, 8 jul (EFE).- A seleção brasileira entrou em campo no Mineirão nesta terça-feira vivendo a expectativa de voltar a uma final de Copa do Mundo em casa depois de 64 anos, mas o que se viu foi uma humilhação e uma aula de futebol por parte da Alemanha, que goleou por 7 a 1 e tentará se tornar tetracampeã no próximo domingo.

Como aponta o placar, o pior da história da seleção, os alemães foram superiores em todos os aspectos do jogo e protagonizaram 90 minutos dignos de um filme para ensinar - ou lembrar - aos donos da casa como é o futebol-arte. Enquanto o Brasil teve jogadores de pouca mobilidade, fracos mentalmente e grandes espaços entre os setores, o 'Nationalelf' mostrou a habilidade e a frieza das grandes equipes, características aliadas à administração da posse de bola com troca de passes objetivas.

Müller chegou a dez gols em Copas, cinco apenas nessa, o que o coloca como vice-artilheiro isolado, e abriu o placar. Na sequência, dos 20 aos 30 minutos, para espanto de milhões - talvez bilhões - de espectadores mundo afora, a seleção brasileira apagou. E pagou o preço tendo que buscar quatro bolas no fundo da rede. A primeira foi deixada lá por Klose, que chegou a 16 em quatro participações em Copas do Mundo, superou Ronaldo, que tem 15, e se tornou o maior artilheiro da história do torneio. Kroos, duas vezes, e Khedira também marcaram. Na etapa final, Schürrle fez dois, e Oscar descontou.

No próximo sábado, o Brasil terá que mostrar em Brasília que soube recolher os cacos e mostrar que aprendeu ao menos um pouco do que foi ensinado em Belo Horizonte para buscar o terceiro lugar, contra o derrotado no confronto entre Argentina e Holanda, marcado para esta quarta na Arena Corinthians. No domingo, no Maracanã, a Alemanha fará a decisão diante do vencedor do duelo de São Paulo.

Depois de muito mistério em torno da escolha do substituto de Neymar, o eleito por Luiz Felipe Scolari foi Bernard, mantendo assim a estrutura da equipe no 4-2-3-1. As outras dúvidas na seleção brasileira, ao menos para torcedores e jornalistas, eram a lateral direita, em que Maicon foi mantido, e na zaga, em que Dante foi o substituto do suspenso Thiago Silva.

Na Alemanha, os "professores" escolhidos por Joachim Löw foram os mesmos 11 titulares vitória sobre a França nas quartas, com Höwedes improvisado na lateral esquerda e Klose isolado na frente.

A seleção brasileira começou em cima e tratou de dar um susto no adversário logo aos três minutos de bola rolando, em chute cruzado de Marcelo, que passou rente à trave esquerda. Era apenas o atrevimento típico de um aprendiz quando enfrenta seu mestre.

A tricampeã mundial não demorou a igualar as ações e abriu o placar aos 11 minutos. Era a lição um: não dar bobeira na marcação em jogadas de bola parada. Kroos cobrou escanteio da direita, os marcadores ficaram apenas olhando e Müller apareceu livre na pequena área para completar para a rede.

Os donos da casa tentaram sair ainda mais, e os ânimos ficaram mais quentes logo aos 17. Marcelo foi lançado por Hulk, entrou na área e caiu após a chegada de Boateng. O lateral e o zagueiro se estranharam, e o árbitro levou na conversa.

Na sequência, vieram os piores dez minutos da história do futebol brasileiro. Impiedosa, a equipe visitante ensinou como tocar a bola e aproveitar buracos na defesa e o abatimento psicológio do oponente.

Aos 22, Kroos deu ótimo passe para Klose, que até parou em milagre de Julio César na primeira, mas completou no rebote e se tornou o maior artilheiro da história das Copas, com 16 gols. Dois minutos depois, Lahm desceu pela direita, cruzou por baixo e dois alemães tiveram liberdade para finalizar. Müller furou feio, mas Kroos apareceu para marcar o terceiro, enchendo o pé no canto esquerdo.

Todo mundo ainda lamentava mais um gol sofrido quando aconteceu o quarto, passados apenas alguns segundos. Fernandinho errou o passe à frente da área, Khedira adiantou e mais uma vez Kroos apareceu sozinho para fazer o segundo dele.

A pane ainda durou mais alguns instantes, tempo suficiente para os alemães "encherem a mão", aos 29. Khedira roubou a bola na intermediária de ataque, tabelou com Özil e, com Julio César caído, tocou entre os zagueiros.

Em um primeiro momento, o 'Nationalelf' não teve misericórdia e diminuiu o ritmo, e por pouco não fez o sexto aos 31. Lahm, mais uma vez, teve espaço na direita e tocou na entrada da área até Kroos, que chegou batendo. Após desvio em Dante, a bola saiu em escanteio.

À vontade em campo, mas sem se esforçar muito, a Alemanha controlava o jogo como queria e brincava com seus "alunos", sem permitir que eles criassem uma oportunidade sequer. E ainda pôde se dar ao luxo de poupar o zagueiro Hummels, que veio para o Brasil com um problema na coxa direita. Mertesacker entrou em seu lugar.

Na seleção brasileira, Felipão manteve sua linha de trocar as mesmas peças. Hulk saiu para a entrada de Ramires, e Paulinho substituiu Fernandinho.

Em oito minutos de etapa final, a equipe anfitriã criou mais que em todo o primeiro tempo, mas era apenas um professor "permitindo" que o aprendiz gostasse um pouco da aula. Aos quatro, Ramires tocou no meio para Fred, que adiantou para Oscar. O meia tentou cruzar por baixo, e Neuer tirou com um tapa.

Espectador de luxo, o goleiro alemão cresceu quando necessário. Em mais um passe de Ramires, aos seis, Oscar soltou a bomba em cima do camisa 1. Logo na sequência, aos oito, Paulinho apareceu cara a cara e chutou duas vezes, ambas interceptadas por Neuer.

Sem se abalar, a equipe europeia se mostrou ao menos atenta na partida, e Julio César teve que trabalhar aos 15. Schweinsteiger preparou para Müller, que buscou o ângulo direito, mas o goleiro brasileiro se esticou e tirou com um tapinha.

Antes do jogo, muito se falou sobre a possibilidade de o Brasil explorar o lado esquerdo da defesa adversária, mas o que aconteceu foi o contrário, e os alemães deram uma lição de como se faz. Mais uma vez nas costas de Marcelo, Lahm foi acionado e tocou para o meio até Schürrle, que substituíra Klose, bateu firme no canto esquerdo, sem chances para Julio César.

Os alemães em nenhum momento debocharam dos brasileiros, mas mesmo assim alguns perderam a cabeça. Mesmo com a posse da bola, David Luiz não gostou de uma dividida de Müller, se virou para o meia-atacante e tentou acertá-lo com a bola, mas furou, aos 32. No minuto seguinte, aconteceu o sétimo. Draxler escapou pela esquerda e serviu Schürrle, que emendou uma bomba. A bola bateu no travessão e estufou a rede.

Longe de ter a força de outros tempos, mas pelo menos com alguma dignidade, o Brasil foi em busca do chamado "gol de honra". Quem tentou antes foi Ramires, aos 39 minutos. O meia do Chelsea dominou perto da meia-lua, girou para cima da marcação e buscou o cantinho esquerdo. Neuer caiu bem e segurou.

Oscar, um dos que mais correram no segundo tempo, conseguiu enfim superar Neuer aos 45. O camisa 11 apareceu por trás da zaga pela esquerda na área, cortou Boateng e finalizou no contrapé de Neuer, num dos únicos momentos de fraqueza de uma equipe praticamente perfeita, ao menos no que foi visto nesta terça.

Ficha técnica:.

Brasil: Julio Cesar, Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo, Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho) e Oscar; Bernard, Hulk (Ramires) e Fred (Willian). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker) e Höwedes; Khedira (Draxler) e Schweinsteiger; Kroos, Özil e Müller; Klose (Schürrle). Técnico: Joachim Löw.

Árbitro: Marco Rodríguez (México), auxiliado pelos compatriotas Marvin Torrentera e Marcos Quintero.

Cartão amarelo: Dante (Brasil).

Gols: Müller, Klose, Kroos (2x), Khedira e Schürrle (2x) (Alemanha); Oscar (Brasil).

Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. EFE

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Reprodução de;
EFE