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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Governo divulga nova 'lista suja' do trabalho escravo


A atualização semestral da lista de empregadores envolvidos em trabalho escravo foi divulgada nesta segunda-feira, 30, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram incluídos os nomes de 108 novos empregadores e voltaram à lista outros dois nomes, em razão de determinação judicial. Nesta nova versão, foram excluídos 17 empregadores em decorrência do cumprimento dos requisitos administrativos.

O cadastro tem, atualmente, 579 nomes de empregadores flagrados na prática de submeter trabalhadores a condições análogas à de escravo, sejam pessoas físicas ou jurídicas, cita o MTE. Desse total, o Estado do Pará apresenta o maior número de empregadores inscritos na lista, totalizando 26,08%, seguido por Mato Grosso (com 11,23%), Goiás (com 8,46%) e Minas Gerais (com 8,12%).
A lista está disponível para consulta na internet, no site do MTE. A verificação do nome do empregador na lista se dá por intermédio da simples consulta, por ordem alfabética. O MTE não emite qualquer tipo de certidão relativa ao cadastro.

Schumacher foi submetido a uma nova cirúrgia

Schumacher apresenta uma ligeira melhora

 O piloto alemão de Fórmula 1 Michael Schumacher foi submetido a uma segunda operação cerebral na noite do último dia 30 de dezembro e apresenta uma "ligeira melhora em seu quadro clínico", informaram hoje os médicos do hospital de Grenoble (sudeste da França) onde está hospitalizado já há três dias.

 

A situação está mais controlada do que ontem", declarou o doutor Jean-François Payen em uma coletiva à imprensa.

 Após um novo exame e constatar uma "ligeira melhora", os médicos propuseram à família do desportista uma nova intervenção cirúrgica, que se realizou durante a noite e durou cerca de duas horas.

Durante essa operação, foi possível remover "sem riscos" um hematoma situado na área esquerda do cérebro e foi instalado um dispositivo para diminuir a pressão dentro do crânio, explicaram.

Em um novo exame esta manhã, Schumacher apresentou uma "ligeira melhora" e se mostrou "relativamente estável", ainda que "haja muitas hemorragias cerebrais", informou o chefe do serviço de neurocirurgia do  hospital de Grenoble, Emanuel Gay.

"As próximas horas são cruciais", afirmaram os especialistas que atendem ao piloto Schumacher, que permanece em coma induzido e em estado "crítico" e "frágil".
O sete vezes campeão da Fórmula 1, que na próxima sexta-feira completará 45 anos, se encontra nesse estado desde o último domingo, quando sofreu um trauma severo na cabeça enquanto esquiava nos Alpes franceses.

"Temos ganhado um pouco de tempo em sua evolução", acrescentaram os médicos do hospital de Grenoble, que insistiram em que não podem prever a evolução do paciente e ressaltaram que ainda há "um longo caminho a percorrer."
                                                                                         
Médicos falam da situação de Schumacher - Robert Pratta/Reuters
Mesmo assim, os médicos disseram que transferir Schumacher para outro hospital seria muito perigoso e afirmaram que o tratamento dispensado ao piloto é o mesmo que recebem os demais pacientes desse hospital.

Sua esposa, Corinna; bem como seus filhos, Gina María, de 16 anos, e Mick, de 14, e seu irmão, o também ex-piloto Ralf, o acompanham no hospital. Juntos a eles está um médico alemão e o cirurgião frânces Gérard Saillant, amigo pessoal de Schumacher.

"Não se pode dizer que está ganho. altos e baixos. Hoje é um pouco melhor do que ontem e melhor do que domingo", resumiu Saillant.
"Estamos um pouco menos preocupado do que ontem, mas pode mudar de um dia para o outro", acrescentou.

                                                                                                                     Foto:  Robert Pratta/Reuters

Os médicos disseram que voltarão a falar sobre o estado de saúde de Schumacher só se se houver evoluções consideráveis.
Schumacher bateu contra una rocha quando esquiava no domingo passado às 11.00 horas na estação alpina de Méribel, onde possui uma residência.

A gravidade do golpe fez com que a caixa de transporte que levava se dividisse em duas. Após ter recebido os primeiros socorros foi transferido para o hospital mais próximo em Moutiers.

Inicialmente, a estação disse que o acidente não era grave, porém o estado de saúde do alemão começou a piorar, duas horas depois do acidente, teve que ser trasladado de helicóptero ao hospital de Grenoble, por ter mais condições para tratá-lo.

Schumacher chegou em coma ao hospital e foi submetido a uma primeira cirurgia neurológica de urgência. Para facilitar a recuperação cerebral, foi mantido em coma induzido durante a operação estado em que permanece.


Fonte: Semana
Tradução: Jorge Firmino

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Globo - Fantástico - José Mujica - Presidente mais pobre do mundo

O 'presidente mais pobre' do mundo ainda anda de fusca e doa 90% do seu salário

 
Colunista
 
Como prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.
 pepe mujica mais pobre mundoPepe Mujica em seu fusca. O 'presidente mais pobre' do mundo ainda doa 90% do seu salário.


Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.

“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.

Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.

Sem contas bancárias ou dívidas, Mujica disse ao jornal El Mundo, da Espanha, que espera concluir seu mandato para descansar sossegado em Rincon del Cerro.

Mujica também oferece residência oficial para abrigar moradores de rua

O presidente do Uruguai, José Mujica, ofereceu nesta quinta-feira (31) sua residência oficial para abrigar moradores de rua durante o próximo inverno caso faltem vagas em abrigos oficiais do governo.

Ele pediu que fosse feito um relatório listando os edifícios públicos disponíveis para serem utilizados pelos desabrigados e, após os resultados, avaliará se há a necessidade da concessão da sede da Presidência. De acordo com a revista semanal Búsqueda, Mujica disponibilizou ainda o palácio de Suarez y Reyes, prédio inabitado onde ocorrem apenas reuniões de governo.

No último dia 24 de maio, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial por sugestão de Mujica ao Ministério de Desenvolvimento Social. Logo após o convite, contudo, encontraram outro local para se alojar.

O presidente não mora em sua residência oficial, pois escolheu viver em seu sítio, localizado em uma área de classe média nas redondezas de Montevidéu. Nem mesmo seu antecessor, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), ocupou o palácio durante seu mandato. Ambos representam os dois primeiros governos marcadamente progressistas da história do Uruguai.

No inverno do ano passado, pelo menos cinco moradores de rua morreram por hipotermia. O fato causou uma crise no governo e acarretou na destituição da ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli.

Moradias populares

Em julho de 2011, Mujica assinou a venda da residência presidencial de veraneio, localizada em Punta del Este, principal balneário turístico do país, para o banco estatal República. A operação rendeu ao governo 2,7 milhões dólares e abrirá espaço para escritórios e um espaço cultural.


A venda dessa residência estava nos planos de Mujica desde que assumiu a Presidência em março de 2010. Com os fundos amealhados, será incrementado o orçamento do Plano Juntos de Moradias. Também é planejado o financiamento de uma escola agrária na região, onde jovens de baixa renda poderão ter acesso a cursos técnicos.

 Vídeo divulgado no Youtube mostra Mujica em seu fusca. Assista:
mujica mateando en el Fusca

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Em Brasília, 900 presos esperam vaga no semiaberto


Levantamento feito pela Defensoria Pública do Distrito Federal mostra que a ausência de vagas para cumprimento do regime semiaberto faz com que pelo menos 900 presos que têm direito a cumprir esse tipo de pena estejam em regime fechado. De acordo com o órgão, muitos dos detentos condenados originalmente ao semiaberto chegam a levar mais de um ano para conseguir transferência.
                                           

No presídio da Papuda, um dos dois estabelecimentos prisionais voltados ao semiaberto no Distrito Federal, que já conta com 700 detentos além da capacidade, bastou pouco mais de dois dias para que houvesse vagas destinadas a abrigar os condenados no julgamento do mensalão, como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. 

Segundo a Defensoria, detentos que deveriam cumprir o semiaberto originalmente são colocados de forma improvisada em uma área de segurança máxima do presídio. Desde 2006, o bloco G do pavilhão 2 do complexo penitenciário da Papuda não recebe condenados ao regime fechado para dar espaço aos que estão no semiaberto. 

O coordenador do Núcleo de Execução Penal da Defensoria Pública do Distrito Federal, Leonardo Melo Moreira, diz que a situação do bloco mencionado é ainda pior que a dos destinados ao regime fechado. Segundo ele, em razão do baixo efetivo policial, os presos não podem tomar banho de sol todos os dias, direito desfrutado com maior frequência pelos detentos do regime fechado. Além disso, alguns dos presos do fechado podem trabalhar e fazer cursos, possibilidade que não existe para aqueles do semiaberto que estão no bloco G. 

Em decisões recentes, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios tem entendido que, embora de segurança máxima, o estabelecimento permite abrigar os detentos em ala específica e separada, não havendo, portanto, constrangimento ilegal nesses casos. 

É esse local que há seis meses abriga Warlles da Silva Alves. Condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio, ele ganhou o direito de progredir para o semiaberto após cumprir seis anos da pena. No bloco G, Warlles fica em uma cela que tem capacidade para oito presos, mas chega a abrigar 20. 

A mãe do detento, Marineide da Silva Alves, procurou a Defensoria Pública em busca de apoio para conseguir a transferência do filho. Ela conta que ele já tem oferta de emprego há meses, o que permitiria que fosse transferido para o Centro de Progressão Penitenciária e saísse para trabalhar todos os dias. Para ganhar a permissão, entretanto, Warlles precisa de uma avaliação psicológica. Segundo Marineide, o exame ainda não foi feito por falta de médicos. 

Diferenciado.
O cenário de improviso de espaços, superlotação e longa espera por vagas não prevaleceu para os condenados no processo do mensalão. A ordem de prisão foi expedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na sexta-feira, 15 de novembro. Foram sentenciados ao regime semiaberto Dirceu, o deputado federal licenciado José Genoino (PT-SP) e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, além do ex-deputado Romeu Queiroz (PTB) e do ex-tesoureiro do PL (hoje PR) Jacinto Lamas. Eles passaram o primeiro fim de semana de pena em regime fechado no presídio da Papuda. 

Já na segunda-feira, dia 18, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal determinou a transferência para o Centro de Internamento e Reeducação (CIR), apropriado para esse tipo de pena. O local, que possui 793 vagas, mas abriga cerca de 1.500 pessoas, é voltado para presos do semiaberto que não têm oferta de emprego ou estudos e, portanto, não têm autorização para sair pela manhã e voltar ao local no início da noite. 


Na opinião de Robson Sávio, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve uma articulação política para que surgissem as vagas que abrigariam os condenados no processo do mensalão. “Conseguir vagas para esses condenados significa que outros deixarão de cumprir. O fato é que a vaga não existia”, afirma. 

Para Moreira, da Defensoria Pública, o maior problema está na falta de clareza nos critérios de transferência. “Nos parece que não é uma fila. Eles escolhem os presos a bel prazer.”

Antiguidade.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal respondeu que, se houver vaga, o encaminhamento dos sentenciados não costuma demorar, sendo quase automático após a liberação do juiz. O órgão, entretanto, informou que, caso não haja vaga disponível no momento da progressão, o condenado precisa aguardar. A secretaria garantiu que a ordem de preenchimento segue o critério de “antiguidade do pedido de encaminhamento”. 

Uma proposta de súmula vinculante que trata do assunto tramita no STF, mas ainda não há decisão. Se aprovada pelos ministros, vai estabelecer o regime aberto toda vez que não houver vagas para o condenado cumprir pena no semiaberto. A definição nortearia todos os outros tribunais do País a seguir o mesmo entendimento.
     
Foto: Estadão Conteúdo
Modelo. Se o atendimento hospitalar e domiciliar concedido ao deputado José Genoino deveria ser o modelo, a realidade não é a mesma. A constatação é da Defensoria Pública do DF. De acordo com Moreira, o problema começa já na constatação da doença. Detentos que precisam ser avaliados no Instituto Médico Legal para identificar a gravidade de um problema de saúde aguardam no mínimo 20 dias, prazo necessário para conseguir um agendamento. 

 Segundo o defensor, os presos com doenças não consideradas de alta gravidade dificilmente conseguem autorização para tratamento externo. O motivo é a falta de efetivo policial para atender toda a demanda de escolta até os hospitais.

No Brasil.
No ano passado, apenas o Paraná teve projetos de semiaberto aprovados no Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Serão sete novas unidades, que vão gerar 1.512 vagas. Questionado sobre as previsões de investimento na área, o Ministério da Justiça informou que estuda a possibilidade de disponibilizar recursos em 2014, mas ainda não há orçamento aprovado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Governo arrecada R$20,8 bi com leilão de aeroportos de Galeão e Confins



Por Leonardo Goy e Roberta Vilas Boas

SÃO PAULO, 22 Nov (Reuters) - O governo arrecadará 20,8 bilhões de reais com a concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG), após leilão realizado nesta sexta-feira que atraiu importantes grupos nacionais e operadoras estrangeiras de terminais.

O consórcio formado pela Odebrecht, uma das maiores empresas privadas do Brasil, e a operadora de aeroportos Changi, de Cingapura, venceu a disputa pelo Galeão com uma oferta de 19,018 bilhões de reais, quase quatro vezes maior que o lance mínimo definido pelo governo.

A presidente Dilma Rousseff classificou o ágio como "extraordinário", enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que o resultado mostrou que "há apetite dos investidores para entrar no programa de concessões brasileiro".




Cinco grupos entregaram envelopes com propostas pela concessão do Galeão, mas nenhuma com montante perto do apresentado pela Odebrecht, que tem 60 por cento de participação no consórcio vencedor.
A segunda melhor oferta pelo aeroporto que fica na cidade que receberá jogos da Copa do Mundo no ano que vem e sediará as Olimpíadas em 2016 foi de 14,5 bilhões de reais.

O aeroporto de Confins foi arrematado pelo consórcio formado por CCR e as operadoras dos terminais de Zurique e de Munique, com lance final de 1,82 bilhão de reais, ágio de 66 por cento sobre o mínimo estipulado.

Enquanto a disputa por Galeão se restringiu aos envelopes com as ofertas iniciais, a concorrência por Confins teve briga acirrada no viva-voz. O consórcio formado por Queiroz Galvão e a operadora espanhola Ferrovial apresentou lances e rivalizou com o grupo da CCR, mas acabou derrotado.

A CCR tem fatia de 75 por cento do consórcio vencedor. A Flughafen Zurich possui 24 por cento e a Flughafen Munchen, 1 por cento. O diretor de Novos Negócios da CCR, Leonardo Vianna, disse ver potencial muito grande para explorar o transporte de cargas em Confins.

Galeão e Confins respondem juntos por 14 por cento da movimentação de passageiros e 10 por cento de carga no Brasil.

A transferência de aeroportos para a iniciativa privada é parte do ambicioso plano do governo Dilma de melhorar a infraestrutura logística do país, um dos principais entraves para o crescimento econômico. Além dos aeroportos, o plano inclui a concessão de rodovias, ferrovias e portos.

Os dois aeroportos leiloados não devem sofrer mudanças a tempo da Copa do Mundo, já que os consórcios vencedores só assumirão os terminais em março, três meses antes do início do mundial.
"Não vejo problemas na estrutura atual do Galeão para a Copa", disse o presidente da Odebrecht Transport, Paulo Cesena.

INVESTIMENTOS
A Odebrecht e a Changi deverão investir 5,7 bilhões de reais no Galeão, segundo o edital da licitação. Já o consórcio da CCR deverá aportar 3,5 bilhões de reais no terminal mineiro.

O valor de outorga será pago em parcelas anuais ao longo do prazo de concessão, de 25 anos para Galeão e de 30 anos para Confins, começando a partir de 12 meses após a assinatura dos contratos.

 A estatal Infraero, que será sócia minoritária dos dois consórcios, com participação de 49 por cento, esperava um ágio menor para o aeroporto do Galeão, disse o presidente da estatal, Gustavo do Vale, a jornalistas.


No mesmo modelo que inclui a Infraero, o governo transferiu o controle dos terminais de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) para a iniciativa privada em fevereiro de 2012, arrecadando 24,5 bilhões de reais.

O primeiro leilão de concessão de aeroportos, o de São Gonçalo do Amarante (RN), realizado em 2011, teve um modelo diferente, com uma concessão 100 por cento privada, ou seja, sem a participação da Infraero.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

Carta ao Apóstolo Paulo



Transcrito:
Autor: anônimo
Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando por que não poderia aceitá-lo. Ao Reverendo Saulo Paulo
Missionário Independente
Roma, Itália

Caro Sr. Paulo:
Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.
Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui "passar" como missionário independente.
Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras.
Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.
Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas igrejas.
É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha folha corrida na Polícia.
O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de "o homem que virou o mundo de cabeça para baixo". Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.
Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", de Dálio Carnego.
Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de certa idade.
Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática.
Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.
O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.
Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.
O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.
O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância.
Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho.
Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.
Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.
O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte.
A Junta prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.
Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão?
Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.
Sinceramente,
A. Q. Cabeçadura
Secretário da Junta de Missões Mundiais
Autor: Anônimo
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/cartaplo.asp

sábado, 11 de maio de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dilma admite existência de fraudes no 'Minha Casa'


 Dilma

                        

A presidente Dilma Rousseff admitiu que em um programa do porte do Minha Casa, Minha Vida, com entrega de 2,4 milhões de casas, é possível que ocorram fraudes, como também é possível que se encontre casas que racharam. Avisou, no entanto, que seu governo não entregará casas de baixa qualidade. "Eu não fui eleita para dar casas de qualquer jeito para a população brasileira", disse a presidente Dilma, em entrevista, no Planalto. "Eu acho que o povo brasileiro merece o que há de melhor para ele poder usufruir. Minha obrigação é estar atenta para que ninguém queira vender gato por lebre, para que ninguém queira entregar produtos que não sejam de qualidade", avisou a presidente, depois comentar que no governo de Fernando Henrique Cardoso não houve investimento maciço em habitação, como no governo Lula.

"Eu tenho acompanhado as realizações do Minha Casa Minha Vida porque, meu querido, eu fiz este programa desde o início. Na época do presidente Fernando Henrique, não houve um programa deste porte. A última vez que houve um programa deste porte foi no BNH (Banco Nacional de Habitação, extinto por decreto em 1986). Do BNH pra cá, você não teve nenhum programa maciço de criação de casas populares, de construção de casas populares", afirmou a presidente.

"No governo passado, não se podia, talvez pela crise do Estado, talvez por convicção, não se cogitava em fazer subsídios. Não há como fechar a conta, se você ganha até R$ 1.600, não há como você sustentar sua família de três filhos e pagar uma casa que custa 75 mil reais em algumas cidades, um apartamento de dois quartos, sala e cozinha", prosseguiu.
De acordo com a presidente, "fraude, num programa deste tamanho também pode ocorrer". " A minha obrigação, a obrigação do governo é combatê-la. É assegurar que eles recebam a casa da melhor qualidade possível". Dilma respondia a uma denúncia publicada na imprensa, segundo a qual ex-servidores do Ministério das Cidades, que se valeram de informações privilegiadas da área de habitação do governo federal para operar o esquema de empresas de fachada e se beneficiarem de recursos do programa Minha Casa Minha Vida.
A presidente lembrou que o Brasil "tem ótimas tradições, mas tem outras que não são tão boas, herdadas da escravidão, que acham que o povo brasileiro de baixa renda merece qualquer coisa".
Para a presidente, "é importantíssima a defesa do interesse do consumidor, porque, ninguém tira 40 milhões e eleva para classe média, sem criar com essas pessoas, e com todas demais consumidoras, um compromisso de qualidade". Na sua opinião, "o povo brasileiro tem direito a ter o melhor possível, dentro do que esta sendo ofertado". No caso do Minha Casa Minha Vida, segundo a presidente, "não é só cobrar que os telefones funcionem, que os bancos funcionem, é cobrar de nós mesmos que o Minha Casa Minha Vida seja o melhor possível".
Piso
A presidente também prometeu garantir piso de qualidade nas casas do programa. "Na primeira fase do programa, os recursos não eram tão avultados. Então na primeira fase do programa, o piso ficaria de cimento, muitas vezes se usa piso de cimento em casas até sofisticadas. Nós estamos optando para fazer a possibilidade de fazer piso de cerâmica, de lâmina de madeira. Quem não saiu com o piso foi o 1 milhão inicial (de casas), esse um milhão inicial resolvemos voltar e falar: "Vamos fazer piso".


Yahoo! Notícias no

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As charges e a dor (reprodução do Yahoo)

A tragédia ocorrida na madrugada do último domingo em Santa Maria, Rio Grande do Sul, é maior do que julga nossa filosofia chué. Não fazemos ideia de seus desdobramentos e do tamanho do vazio nos corações de inúmeras famílias da cidade e região. Mas não quero falar aqui da tragédia em si e de seus responsáveis, muito menos da dor, afinal o companheiro de Yahoo! Walter Hupsel já o fez muito bem no texto “Impossível”.
O lance aqui é como um acontecimento dessa magnitude foi retratado pelas charges de jornal, mídia das mais acessíveis e sintéticas dentro da imprensa. Dependendo do assunto, a charge pode ser bem humorada ou reflexiva, mas em ambos os casos precisa ser, necessariamente, crítica. Santa Maria é assunto dos mais delicados – mais de 230 pessoas morreram, todos jovens –, portanto aqui o humor não tem lugar.
O primeiro a surgir veio assinado por Carlos Latuff, o já conhecido chargista-ativista. Ele não perdeu tempo e foi logo mirando seus traços para o jeito sensacionalista e desumano com que a imprensa televisiva trata a notícia e as pessoas.

 


Depois apareceu outro colega aqui do Yahoo!, o Alpino, que delicadamente resumiu a dor de todos nessa imagem de um gaúcho em lágrimas. Não precisou dizer mais nada.
alpino
Então veio Chico Caruso no jornal O Globo e logo depois no Blog do Noblat. Que Noblat é um dos colunistas mais irresponsáveis da imprensa brasileira já é sabido, afinal seu blog é quase todo feito com material de outras pessoas e veículos, e geralmente confunde fofoca, ou sonhos pessoais, com notícia. Mas é sujeito fino que gosta de jazz e música clássica, portanto era de se esperar que tivesse sensibilidade. Qual o quê?! Republicou com galhardia essa mancha no currículo do veterano Caruso, uma tentativa rastaquera de associar a presidenta Dilma com a tragédia. O horror, o horror.

 

Por fim, na Folha de S. Paulo de hoje, Jean Galvão foi o mais feliz de todos. Marcou o Brasil no lugar onde está Santa Maria no mapa do Rio Grande do Sul. Sem texto, sem rostos, só sentimento e solidariedade, material que tem andado em falta nesses tempos cínicos.
 

Atualização: depois que esse texto foi publicado fiquei sabendo no Facebook que o chargista Marco Aurélio, e logo no gaúcho Zero Hora, cometeu na edição de hoje do jornal uma das leituras mais cretinas do incidente ao colocar os jovens mortos na entrada de uma universidade celestial. Não dá para entender como os editores deixam passar isso.