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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Stepan: Governo vive faz de contas




Por: Roberto Emerich


O deputado federal Stepan Nercessian (PPS-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (04), que o governo federal prefere viver de aparências em vez de salvar vidas humanas. O parlamentar criticou a falta de empenho e recursos aplicados em políticas contra catástrofes naturais, como enchentes e deslizamentos. Para Nercessian, o pouco que é gasto com prevenção e monitoramento é desviado por pessoas que, segundo ele, deveriam ser tratadas como facínoras.

Stepan Nercessian, que é membro da Comissão Especial Contra Catástrofes, criticou o governo federal por não resolver um problema que atinge o Brasil anualmente. De acordo com o deputado, a presidente Dilma Rousseff deveria se preocupar mais em salvar brasileiros em áreas de risco do que comemorar o ranking econômico do país.

“O que adianta sermos a sexta economia do mundo se possuímos tantos problemas? As pessoas estão morrendo em decorrência de deslizamentos e enchentes porque esse governo não fez, e faz, o que deveria. Cadê os recursos e investimentos prometidos? Esse ranking econômico só demonstra que o problema não é falta de dinheiro.”, afirmou.

O parlamentar relembrou os efeitos das fortes chuvas que atingiram o estado do Rio de Janeiro no início de 2010 quando mais de 100 pessoas morreram. “Não foi apenas em 2011 e agora em 2012. Temos que lembrar a cidade de Niterói-RJ, o morro do Bumba em 2010. Já naquele ano se fazia muitas promessas. Subiram em áreas atingidas com capa de chuva, capacete e bota de borracha e garantiram mudanças. A população até hoje não as viu”, disse.

Penas duras contra quem desviar dinheiro

Nercessian defendeu responsabilizar criminalmente o agente público quando comprovada a sua omissão. Ele lembrou que muitas tragédias ocorrem quando as prefeituras autorizam construções em locais perigosos. De acordo com o parlamentar, a aplicação da lei deveria ocorrer também contra aqueles que desviam recursos voltados ao combate de catástrofes.

O deputado disse estranhar o destino dos poucos recursos que são enviados aos estados, e cidades, atingidos. Para ele, a situação lembra a chamada “Indústria da Seca” que ainda atinge o Nordeste brasileiro.

“O pouco que é destinado para combater essas catástrofes não chegam aonde deveriam chega. Faz lembrar aqueles coronéis que se aproveitavam, e se aproveitam, da desgraça do povo. O que vemos, e sentimos, com as catástrofes é que estão roubando esses recursos. Uma pessoa que embolsa dinheiro de seres humanos necessitados, em desespero, só pode ser chamado de facínora. Triste continuar vendo o Rio de Janeiro, e o Brasil, dessa maneira”, lamentou.

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